Reflexões sobre o mundo líquido de Zygmunt Bauman

Por: David Belch

Hoje, em pleno Século XXI, se fizermos uma pesquisa e uma análise não muita aprofundada sobre o comportamento, constataremos que o ser humano está cada vez mais individualista, cada vez mais preocupado apenas consigo mesmo, ignorando aquele que não o compreende. Um exemplo bastante claro sobre essa situação está quando, de forma indireta, criamos uma espécie (segundo historiador e professor da UNICAMP Leandro Karnal) de concorrência, isto é, quando dizemos ao nosso parceiro o quanto estamos cansados e o mesmo responde que também, ou quando dizemos que estamos com alguma dor de cabeça muito forte e o mesmo se refere a mesma dor de cabeça, mas destacando seu problema de saúde (no caso desse exemplo, o tumor), entre outros exemplos. O fato é que cada vez mais o ser humano se individualiza mais, escuta menos o parceiro. Tal ação fora citado pelo sociólogo Polonês Zygmunt Bauman, em seus livros sobre mundo líquido. Há uma divisão muito forte entre corpo e alma (empírico e digital), tão típico no nosso tempo. Vivemos um mundo liquido, pois, esse conceito filosófico aqui e agora (Hic et Nunc), está divido. Ideia que pode ter sido anunciado por Karl Marx, que lançou em um manifesto em fevereiro de 1848, “tudo que é sólido, desmancha no ar”, conceito esse que seria o título do livro de Marshall Berman.

O fato é que hoje, devido aos avanços dos meios das tecnologias de comunicação perdemos a referência devido a velocidade com que essas informações circulam e por causa do aumento da intolerância, seja esportiva, religiosa, política ou ideológica. Haja vista que isso aprofunda cada vez mais o individualismo e a possessão em nosso tempo.

Diz o Professor Bauman, que dissolvemos fronteiras, relativizamos valores, entramos em uma era de incerteza, entretanto, a única coisa que aproxima as pessoas nessa sociedade líquida, dentro do nosso estado capitalista, é o consumo, ser excluído do consumo é ser excluído da sociedade, vira uma espécie final do mundo.

Outro ponto citado pelo professor é essa obrigatoriedade pela felicidade, precisamos mostrar ao mundo pelas mídias sociais o quanto somos incrivelmente felizes, uma prova disso é o compartilhamento de determinadas coisas, onde hoje, apesar de ser considerar um tipo de informação inútil, como por exemplo foto de alimentos, aquisições feitas. Tal liquidez que Bauman em seus livros, e Mark indicou em sua análise sec XIX, que é atingir valores.

Passamos tanto tempo mexendo em nossos celulares, que esquecemos do principal, a convivência, o relacionamento interpessoal no âmbito social físico. Claro, que sempre haverá os dois lados (positivo e negativo dessas relações digitais). No entanto, para concluir essa análise, deixo aqui uma reflexão: Seria mais fácil e seguro os relacionarmos pelo virtual ou presencialmente? E você, como se relaciona?

Advertisements

1 thought on “Reflexões sobre o mundo líquido de Zygmunt Bauman”

Leave a Reply

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out / Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out / Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out / Change )

Google+ photo

You are commenting using your Google+ account. Log Out / Change )

Connecting to %s